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Mensagem: A divina criança de Belém referência absoluta indispensável das inciativas natalinas

Veja mensagem de Natal deixada pelo Bispo Dom José Gilson

Por: Da Redação

Bispo Dom José Gislon
Diocese de Erechim

(Ou: “Acima de tudo, Natal é Cristo” – ou: Cristo, único fundamento das iniciativas e festas natalinas)

A Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas do Rio Grande do Sul, há mais tempo, cunhou uma chamada que expressa perfeitamente o significado do Natal: “Acima de tudo, Natal é Cristo”. Em outras palavras, sem a referência ao nascimento do Filho de Deus na pequenina Belém de Judá, não se tem Natal verdadeiro.

Com esta referência indispensável, podemos dar sentido à iluminação especial das cidades, casas de famílias, de sedes das mais diversas instituições neste tempo. Ela se torna símbolo d’Aquele que veio como luz do mundo. Ele é o sol da justiça sem ocaso. Que na vida de todos, nas atividades das mais diversas organizações brilhe a sua luz, sem ser ofuscada por outras luzes passageiras.

A partir de Cristo, razão única das comemorações natalinas, têm novo sentido as árvores naturais enfeitadas de bolas e outros adereços multicoloridos nas praças e avenidas e os pinheirinhos, naturais ou artificiais, nas residências e ambientes públicos. A árvore, especialmente o pinheirinho de Natal, é símbolo da vida. E Cristo deu sua vida na árvore da cruz para que todos tenhamos vida abundante.  Os enfeites colocados nas árvores natalinas passam a significar os bons frutos de nossa vida, oferecidos como presente ao Menino Deus que nasce entre nós em cada Natal.

As mensagens trocadas neste período, pelos mais diversos meios, especialmente pelas redes sociais, encontram seu fundamento na boa notícia dos anjos aos pastores de Belém de que havia nascido o Salvador, o Cristo, Senhor, motivo de alegria para todo o povo. Como eles, queremos proclamar uns aos outros: Glória a Deus nos céus e paz para todos nesta terra desfigurada pela poluição e exploração predatório, nesta sociedade desnorteada por ter perdido os princípios que dão sentido à vida e inquieta pela violência e a criminalidade.

Sem esta referência ao nascimento de Cristo, não têm sentido os presentes deste momento, porque Ele é o grande presente do Pai a toda a humanidade.

O lema citado, “acima de tudo, Natal é Cristo”, se torna um apelo insistente a recolocarmos Cristo no seu devido lugar em nossa vida, pois o mundo de hoje quer banir Deus da vida das pessoas, do aconchego do lar, das praças e outros locais públicos, em nome de um estado laico, travestido de laicista. Em Belém de Judá, completados os dias para o parto, Maria, a serva fiel, e José, o homem justo, não encontraram lugar na cidade. Vivendo o drama pelo qual passam os migrantes e refugiados de hoje, precisaram refugiar-se numa gruta que servia de abrigo a animais. Viram acontecer o que o anjo havia dito: para Deus, nada é impossível. Mesmo que os  homens não dessem lugar para seu Filho, Ele não deixou de dá-lo a eles.

Na simplicidade da Divina Criança do presépio de Belém, que foi envolvida pelos panos da fragilidade humana, para que todos pudessem compreendê-la e acolhê-la, todos tenham um Natal feliz e com a alegria e a paz que d’Ele nos vêm, um novo ano pleno de benéficas realizações.

 

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